domingo, 9 de agosto de 2015

Por que nossa timidez de mudar o futuro pode ser chamada de "intimidação"...

Fiz essa pergunta a mim mesmo, durante toda a semana. Entre um intervalo de aulas e outro de almoço, de conversa com alguns amigos, esse tema se repetia nas nossas conversas.

Não, não somos conspiradores, não somos organizadores de novo partido político, nem outros adjetivos mais perversos que vêm à mente daqueles que ainda são imaturos para discutir conjuntura política, e que fazem dos xingamentos seus (fracos e inúteis) argumentos. Considero-me um cidadão consciente politicamente, que possui uma linha de pensamento formada para buscar o atendimento das necessidades da sociedade.

Cheguei a conclusão óbvia de que essa timidez é uma das consequências de um processo histórico de alienação, negação do conhecimento, que gera a dominação política e econômica. O povo se torna refém das ditas "ideologias", criadas não pelos partidos, mas pelos pensadores a serviço daqueles que desejam dominar a estrutura do estado e fazer frutos desta. Com o tempo e um pouco mais de evolução intelectual, o povo torna-se consciente de que seus representantes não defendem os seus interesses .

Nesse estágio, as pessoas percebem que estão aprisionadas em um ciclo vicioso que não pode ser alterado a curto prazo. Os representantes são eleitos de acordo com as "regras" previstas na Constituição Federal, e não há instrumentos eficientes para que o povo cobre dos seus representantes o atendimento de suas necessidades. Eles têm o poder, previsto na Constituição, que praticamente não pode ser contestado, e ai fazem o que bem entendem.

Já notaram que não temos como contestar o trabalho daquele político que elabora um projeto de lei para coisas inúteis? Por que não podemos cobrar deles no Supremo Tribunal Federal quando eles não estão cumprindo garantias fundamentais como o direito a dignidade? Como aqueles que estão na miséria vão fazer, se não tem nem comida, nem educação, e muito menos senso crítico e noções de cidadania e política, para saber onde pode reclamar?

A Constituição "não presta" então? Sim, presta! É uma das melhores do mundo! Ela pode até ter sido construida para ampliar os direitos do povo, pois o contexto histórico em que foi criada determinou isso. Porém, uma Constituição precisa de revisões periódicas, para ajustar o Estado às transformações da sociedade, o que não acontece de forma efetiva aqui no Brasil, já que os poderes do Estado constroem e aprovam leis de interesses de algumas classes. Enquanto privilegiam alguns poucos, retiram benefícios e deixam de atender demandas de todos.. O excesso de poder conferido aos representantes não é saudável. Estes acabam se tornando intocáveis.

Acredito que temos este cenário aqui no Brasil. As ideologias são plantadas em uma "terra molhada" de ignorância e alienação.Elegemos políticos de reputação e capacidade de trabalho duvidosos, que não podem ser contestados, já que o poder político é quase incontestável, pois  não podemos cobrar dos políticos sobre o seu  trabalho ao longo do mandato. E esse ciclo continua sem fim.

Nossa timidez pode sim ser chamada de intimidação

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Por que todos merecemos a política que temos?

Por um motivo simples mas essencial: Não lutamos por uma realidade melhor. Não da forma correta.

E não culpo a nós mesmos. Não somente a nós. Vivemos, indiretamente, de forma muito sutil, a "cegueira das massas".

Ah, esclarecendo mais uma oportuna vez: Eu não sou marxista comunista esquerdista fascista etc. Sou BRASILEIRO como você, estou indignado como você está e quero a mudança que você também quer.

Só que eu, particularmente, ja percebi como funciona a máquina mais profundamente. Ela nos aliena, nos transforma em bonecos de corda e manipulam as nossas ações e vontades, fazendo assim manipular a nossa (injusta) renda e a nossa participação na escolha dos carvos mais poderosos da administração pública, direito consagrado na Constituição Federal.

Somos escravos de um sistema excludente, opressor e egoista, feito para poucos serem infinitamente privilegiados. O acionista dos serviços públicos, aquele que deveria pagar imposto e se deslocar para o seu emprego em um transporte de excelente qualidade, ter acesso à infraestrutura como água e luz, ser atendido prontamente em hospital do SUS, ou seja, o povo, continua sendo 
excluido dos ganhos do país, que vai para poucos.

Mudar esse cenário passa por um movimento que deve ser organizado pelo povo, e que deve ser forte e unido. E em torno de pautas que representem tudo aquilo que o povo teve negado ao longo de sua história.

Essa é minha opinião. E a sua? Você tem a sua?

Abraços
Anderson Melo