sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Cara de Pau

Uma coisa chamou a minha atenção nessa semana, no cenário fedorento da política brasileira.

Vou contar a vocês, com muito carinho, para que todos reflitam:

Você conhece um deputado. Esse deputado é acusado, com provas quase irrefutáveis, de estar guardando dinheiro não declarado à Receita Federal na Suiça, em uma conta bancária, (portanto, sonegando impostos altíssimos).

Ele nega que a conta exista, depois admite que sabia (oi? como é?), e afirma finalmente que não movimenta a conta há anos. Mas a polícia Federal já recebeu informação do governo da Suiça de que a conta foi movimentada, e RECEBEU mais dinheiro (que, muito provavelmente, não foi declarado - lá vem mais sonegação de imposto...).

Olha que lindo, gente...

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/11/1705252-documentos-contrariam-versao-de-cunha-para-dinheiro-na-suica.shtml

Quem quiser duvidar da fonte, fique a vontade. Mas está moralmente intimado a provar o contrário.

Agora olhe pra você. Você é um deputado que teve toda a sua história ligada aos movimentos sindicais e a classe trabalhadora. Você é, vocacionalmente, um líder trabalhista. Não estou falando de esquerda, direita, norte, sul leste, oeste, democrata, republicano, nem qualquer outro rótulo político. Estou falando de vida profissional, de ideal.

Reflita bem: Você passa a vida inteira lutando para que os trabalhadores tenham melhores condições de vida, de que as estruturas sociais sejam moralizadas, porque este é o único caminho para que exista igualdade de distribuição de renda, de oportunidades de educação, acesso a outros serviços essenciais à pessoa humana e, sobretudo, as oportunidades no mercado de trabalho.

De uma hora para outra, você passa a ser oposição ao governo, o que é um direito do parlamentar (ainda que com restrições legais).  Tudo bem. Passa a defender o afastamento da presidente da república que apoiou nos últimos anos, o que já soa estranho...

Mas...

Você passa a defender um potencial criminoso somente para afastar o presidente da república? Como assim?

Tô mentindo? Acho que não:

http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/minha-estrategia-e-segurar-o-cunha-para-derrubar-dilma-diz-paulinho-da-forca.html

Você torna-se o maior aliado do cara que tá mais sujo do que pau de galinheiro em época de chuva... Vai à cadeia de rádio e TV dizendo-se o paladino da justiça, o moralizador da política brasileira... Desse jeito?

Pois é, meus amigos. Este homem chama-se Paulo Pereira da Silva, o "Paulinho da Força", deputado pelo Partido Solidariedade. Ele é o principal defensor de Eduardo Cunha.

Ele acha que, mesmo com todas as evidências apontando crimes de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados Federais não deve ser afastado do cargo. Ele só pode sair quando fizer a parte dele na ação de impeachment. Ou seja, até quando Cunha convier a ele e a outros que desejam somente uma coisa: Poder.

Paulo Pereira, você faz muita gente de idiota, mas a mim, não! Cara de pau!

Um abraço,
Do editor
Anderson Melo

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem precisa realmente mudar?

A mudança precisa partir do povo. De cada um. Precisa partir de atitudes e escolhas conscientes, cuidadosas.
Não podemos estar satisfeitos com partidos meio corruptos, com políticos de passado duvidoso, interesse difuso e caráter comprovadamente excludente.
Nossas decisões sobre quem são nossos representantes, sejam dos cargos majoritários (prefeito, governador, senador e presidente da república) e proporcionais (deputados e vereadores) precisam ser tomadas com muita seriedade, tal qual é a importância desses cargos. Os políticos precisam ser CONTESTADOS E FISCALIZADOS. E DEVEM TER MEDO DAS CONSEQUÊNCIAS PARA ATOS CRIMINOSOS E IRRESPONSÁVEIS.
As tentativas de moralizar a política no Brasil fracassaram até hoje porque o maior agente de transformação ainda é ignorante: o eleitor, que é cidadão, cliente dos serviços públicos e das decisões politico-administrativas tomadas pelos ocupantes doa cargos eletivos.
A responsabilidade e a conta é nossa. Economizemos, sendo eleitores rigorosos e cidadãos atuantes.
É bom estar de volta.
Abraços,
Do autor.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pouco mudou...

Amigos, vejo quase diariamente nas midias de massa (rádio, tv etc.) e sociais (como facebook, twitter etc.) que o clima ainda é de rancor e rivalidade. O "gigante" ainda não acordou para o que realmente importa: como vamos superar a turbulência financeira e, principalmente, política que ocorre no Brasil?

É visível que uma boa parcela das pessoas (dito: eleitores) são ou estão sendo mal formados. São pessoas que não conhecem as instituições públicas e seu funcionamento, e criticar (elogiando ou rasgando o verbo) sobre aquilo que não conhecem.

Assisto a declarações de ódio, rancor, e principalmente desesperança e resignação. Muitos aceitam o que acontece de ruim porque se sentem incapazes de fazer, pois não leram a Constituição Federal e não sabem que o poder "emana do povo, que o EXERCE DIRETAMENTE OU POR MEIO DOS SEUS REPRESENTANTES.

O esforço para oferecer uma solução consistente, de longo prazo, criar um plano de ação, uma consciência, uma visão transformadora em todos os setores de atividade política, econômica e social brasileira, este esforço é o que interessa. Mas não é feito. Não há outra via. Outro caminho. Nada.

Continuamos todos em uma cortina de fumaça, e já que estamos com a visão política e social (que ja é míope) prejudicada, seguimos as vozes. Mas as vozes que hipnotizam, manipulam, e transformam as pessoas em fantoches das ideologias viciadas em beneficiar poucos ao custo de muitos.

Ou seja, status quo.

Meus amigos, nada mudou.

Abraços,
Anderson Melo

domingo, 9 de agosto de 2015

Por que nossa timidez de mudar o futuro pode ser chamada de "intimidação"...

Fiz essa pergunta a mim mesmo, durante toda a semana. Entre um intervalo de aulas e outro de almoço, de conversa com alguns amigos, esse tema se repetia nas nossas conversas.

Não, não somos conspiradores, não somos organizadores de novo partido político, nem outros adjetivos mais perversos que vêm à mente daqueles que ainda são imaturos para discutir conjuntura política, e que fazem dos xingamentos seus (fracos e inúteis) argumentos. Considero-me um cidadão consciente politicamente, que possui uma linha de pensamento formada para buscar o atendimento das necessidades da sociedade.

Cheguei a conclusão óbvia de que essa timidez é uma das consequências de um processo histórico de alienação, negação do conhecimento, que gera a dominação política e econômica. O povo se torna refém das ditas "ideologias", criadas não pelos partidos, mas pelos pensadores a serviço daqueles que desejam dominar a estrutura do estado e fazer frutos desta. Com o tempo e um pouco mais de evolução intelectual, o povo torna-se consciente de que seus representantes não defendem os seus interesses .

Nesse estágio, as pessoas percebem que estão aprisionadas em um ciclo vicioso que não pode ser alterado a curto prazo. Os representantes são eleitos de acordo com as "regras" previstas na Constituição Federal, e não há instrumentos eficientes para que o povo cobre dos seus representantes o atendimento de suas necessidades. Eles têm o poder, previsto na Constituição, que praticamente não pode ser contestado, e ai fazem o que bem entendem.

Já notaram que não temos como contestar o trabalho daquele político que elabora um projeto de lei para coisas inúteis? Por que não podemos cobrar deles no Supremo Tribunal Federal quando eles não estão cumprindo garantias fundamentais como o direito a dignidade? Como aqueles que estão na miséria vão fazer, se não tem nem comida, nem educação, e muito menos senso crítico e noções de cidadania e política, para saber onde pode reclamar?

A Constituição "não presta" então? Sim, presta! É uma das melhores do mundo! Ela pode até ter sido construida para ampliar os direitos do povo, pois o contexto histórico em que foi criada determinou isso. Porém, uma Constituição precisa de revisões periódicas, para ajustar o Estado às transformações da sociedade, o que não acontece de forma efetiva aqui no Brasil, já que os poderes do Estado constroem e aprovam leis de interesses de algumas classes. Enquanto privilegiam alguns poucos, retiram benefícios e deixam de atender demandas de todos.. O excesso de poder conferido aos representantes não é saudável. Estes acabam se tornando intocáveis.

Acredito que temos este cenário aqui no Brasil. As ideologias são plantadas em uma "terra molhada" de ignorância e alienação.Elegemos políticos de reputação e capacidade de trabalho duvidosos, que não podem ser contestados, já que o poder político é quase incontestável, pois  não podemos cobrar dos políticos sobre o seu  trabalho ao longo do mandato. E esse ciclo continua sem fim.

Nossa timidez pode sim ser chamada de intimidação

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Por que todos merecemos a política que temos?

Por um motivo simples mas essencial: Não lutamos por uma realidade melhor. Não da forma correta.

E não culpo a nós mesmos. Não somente a nós. Vivemos, indiretamente, de forma muito sutil, a "cegueira das massas".

Ah, esclarecendo mais uma oportuna vez: Eu não sou marxista comunista esquerdista fascista etc. Sou BRASILEIRO como você, estou indignado como você está e quero a mudança que você também quer.

Só que eu, particularmente, ja percebi como funciona a máquina mais profundamente. Ela nos aliena, nos transforma em bonecos de corda e manipulam as nossas ações e vontades, fazendo assim manipular a nossa (injusta) renda e a nossa participação na escolha dos carvos mais poderosos da administração pública, direito consagrado na Constituição Federal.

Somos escravos de um sistema excludente, opressor e egoista, feito para poucos serem infinitamente privilegiados. O acionista dos serviços públicos, aquele que deveria pagar imposto e se deslocar para o seu emprego em um transporte de excelente qualidade, ter acesso à infraestrutura como água e luz, ser atendido prontamente em hospital do SUS, ou seja, o povo, continua sendo 
excluido dos ganhos do país, que vai para poucos.

Mudar esse cenário passa por um movimento que deve ser organizado pelo povo, e que deve ser forte e unido. E em torno de pautas que representem tudo aquilo que o povo teve negado ao longo de sua história.

Essa é minha opinião. E a sua? Você tem a sua?

Abraços
Anderson Melo

sexta-feira, 31 de julho de 2015

As Vias de Fato...

Vamos começar " La Politicagem"?

Pois bem...

Uma coisa está bem clara no meio dessa grande confusão chamada política brasileira: A geração de políticos possui um perfil comodista e corporativista. Mesmo com o avanço incontestável da atuação das instituições de investigação, controle e punição (judiciário e Polícias), o "gap" entre o desempenho real e o ideal ainda é muito alto. A disparidade é muito grande!

Obviamente, não podemos consertar vícios e eliminar privilégios da noite para o dia, principalmente em uma sociedade estigmatizada pela sobreposição das ditas "elites" sobre os interesses populares. Não, não sou Marxista. Mas concordo com a teoria da Dialética Social.

Claro, vivemos em uma dicotomia entre aqueles que possuem privilégios e aqueles que sustentam os privilegiados. Ah, vocês acham mesmo que os ricos são ricos porque trabalham mais do que os pobres? Não, os ricos são ricos porque existem pobres para se submeter às suas exigências. "Quer trabalhar e ganhar seu dinheiro? Vai ser do MEU jeito", desde que esse "jeito" não fira a CLT.

Pergunto: Qual é o país, com ou sem desigualdades na distribuição de riqueza, em que o valor do trabalho de um empregado é pago na proporção exata? Não existe, resposta correta. O problema não é esse.

Existem nações exemplares na sistematização da sociedade capitalista. Nesses países, o que é diferente é a justa distribuição do trabalho, da riqueza e da visão de que o país é uma "grande empresa", com o objetivo maior de satisfazer a seus "acionistas", que são... as próprias pessoas!

São o que eu chamo de "Nações Sistêmicas". Funcionam como um grande sistema produtivo, onde cada função, cada profissional, cumpre mais do que uma série de tarefas: ele é um contribuinte para que toda a "empresa" funcione bem. Nesses países, as características mais marcantes são: a alta qualidade dos serviços públicos, baixa disparidade salarial entre as mais diversas profissões, alto investimento na formação de profissionais, alto grau de eficiência e controle orçamentário por parte do governo, baixos impostos, altas taxas de produtividade das empresas e profissionais, entre outras tantas incríveis características.

Exemplos: Suécia, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Holanda, Reino Unido, Austria, Bélgica, são as mais marcantes...

Certo... E dai?

Tornar-se uma "Nação Sistêmica" pode e DEVE ser o objetivo do Brasil para o futuro. Chega de ser emergente! Já estamos com a cabeça do lado de fora da água há muito tempo gente! O mundo INTEIRO já está nos vendo... Precisamos chegar em outro patamar social, econômico e político!

 Ser uma "Nação Sistêmica" é a nossa "Via de Fato" para o futuro. O nosso norteador.

Mas, para que isso aconteça, é preciso que toda a sociedade esteja mobilizada DA MANEIRA CORRETA. Precisamos ter mais do que apenas a vontade de mudar. É preciso que o povo tenha algumas coisas que, historicamente, foram negadas as massas no Brasil. A mais primordial delas, o início de tudo, é a EDUCAÇÃO. A forma de pensar das pessoas precisa deixar de ser aceitadora do que é imposto como verdade. As pessoas precisam "pensar fora da caixa". E precisam ter autonomia para pensar, sem se preocupar em pensar diferente. Yes, we can! Podemos SIM pensar diferente, e questionar aqueles que tomam as decisões dos rumos do Brasil (e aqui não falo só dos políticos, e sim dos grandes empresários, investidores e especuladores financeiros que aqui depositam suas fortunas).

Nossa sociedade historicamente teve o senso crítico NEGADO pela educação opressora dada por aqueles que detêm o poder. Nossa sociedade, historicamente, nunca teve de fato o poder de decicir. Embora votasse, votava e AINDA VOTA segundo ideologias plantadas na sua cabeça, nunca questionadas, apenas escolhidas... "ou este aqui ou aquele ali". Nunca vimos: "Por que essa proposta? Não, não concordo!"

Mas o povo está despertando desse sonífero crime. Está aprendendo a se mobilizar, de forma sistemática, para cobrar a fatura. Está soltando as amarras que o prende ao comodismo, e isso é muito bom. Ainda podemos ver as ideologias deste país dançarem uma canção muito louca, desesperados para se afirmar e não perder " a boquinha". Isso é muito bom! Ao mesmo tempo, é perigoso, porque o senso crítico do povo ainda é muito frágil e se sustenta por argumentos fracos, que podem ser iludidos.

A nossa geração de políticos não é a pior da história. Mas é uma das piores DO MUNDO. Dá ânsia de vômito assistir a algumas sessões da Câmara e do Senado Federal e ver como é evidente que não estão lutando por nossos interesses. O povo tem fome, medo de perder o emprego, precisa de educação BÁSICA de qualidade, para serem profissionais bem formados e mais produtivos. Mas... Se isso tudo sendo atendido pode beneficiar o país, por que não atender?

Simples... O status quo, ou seja, as coisas como estão agora, atende aos interesses DELES. Dos políticos, de algumas grandes corporações de mídia, de grandes empresários e investidores. O problema é que ESTE status quo está trilhando um novo caminho de desigualdades e desserviços ao povo brasileiro.

O interesse maior deve ser que TODOS possam ter a oportunidade de tornar-se profissionais, de produzir e de usufruir dos ganhos que toda a sociedade teve, porque participou da construção desse ganho. De forma IGUAL, e não desproporcional. Será melhor para TODOS, e não somente de uma parte (pequena) do sistema social.

As vias de fato passam pela igualdade, pela honestidade e pela visão de futuro. E, primordialmente, pela união do povo em torno de uma proposta que caminhe lado a lado com as suas necessidades.

Abraços,
Anderson Melo.


































A Volta dos que não foram

Exatamente...

Estou publicando em blogs há 7 anos. Este é um dos meus muitos recomeços.

Desta vez será diferente...

Este blog vai falar sobre muita coisa que dá o que falar. Vai expressar o ponto de vista DO AUTOR, ou seja, EU, e de mais ninguém. Uma coisa que sempre quis fazer em blogs.

Se você procura uma opinião para criticar, você achou. Se você procura uma opinião para achar legal e concordar, está no lugar certo da mesma forma.

Se você procura um lugar para desrespeitar as pessoas, você está no lugar errado. Deveria estar na casa da sua mãe, e ela dando um bom tapa na sua cara. Não seja otário.

Brincadeiras a parte, sejam bem vindos. Aqui vocês poderão ler uma opinião que não vai esgotar o assunto, não traduz a verdade absoluta, e não se propõe a ser Deus nem diabo. O que está aqui escrito é a MINHA OPINIÃO.

O que posso garantir a você é o seguinte: Minha opinião é formada. E contundente. Sobre tudo e todos.

Se você busca uma visão diferente sobre um fato, veio ao lugar certo. Não quero ser o diferente, o "Special One" (isso é coisa de babaca, como o José Mourinho). Mas tenho a minha visão particular sobre os fatos, e procuro enxergar as coisas sob várias perspectivas, para dar uma opinião madura e bem fundamentada sobre elas.

Finalmente... Bem vindo! Sou meio chato, mas sou um amigo fiel, vou estar aqui.

Sinta-se a vontade. Tome um café, escute um pouco de Leon Russell ou o que você quiser, e leia um pouco do meu texto para relaxar, concordando ou não com ele.

O que importa é discutirmos. Só assim nos interessamos pelas coisas.


Abraço forte!

Bom fim de semana!

Do autor,

Anderson Melo
https://www.facebook.com/anderson.deoliveiramelo
http://twitter.com/anderson_om