Vamos começar " La Politicagem"?
Pois bem...
Uma
coisa está bem clara no meio dessa grande confusão chamada política
brasileira: A geração de políticos possui um perfil comodista e
corporativista. Mesmo com o avanço incontestável da atuação das
instituições de investigação, controle e punição (judiciário e
Polícias), o "gap" entre o desempenho real e o ideal ainda é muito alto.
A disparidade é muito grande!
Obviamente, não podemos
consertar vícios e eliminar privilégios da noite para o dia,
principalmente em uma sociedade estigmatizada pela sobreposição das
ditas "elites" sobre os interesses populares. Não, não sou Marxista. Mas
concordo com a teoria da Dialética Social.
Claro,
vivemos em uma dicotomia entre aqueles que possuem privilégios e aqueles
que sustentam os privilegiados. Ah, vocês acham mesmo que os ricos são
ricos porque trabalham mais do que os pobres? Não, os ricos são ricos
porque existem pobres para se submeter às suas exigências. "Quer
trabalhar e ganhar seu dinheiro? Vai ser do MEU jeito", desde que esse
"jeito" não fira a CLT.
Pergunto: Qual é o país, com
ou sem desigualdades na distribuição de riqueza, em que o valor do
trabalho de um empregado é pago na proporção exata? Não
existe, resposta correta. O problema não é esse.
Existem nações exemplares na sistematização da sociedade capitalista. Nesses países, o que é diferente é a justa distribuição do trabalho, da riqueza e da visão de que o país é uma "grande empresa", com o objetivo maior de satisfazer a seus "acionistas", que são... as próprias pessoas!
São o que eu chamo de "Nações Sistêmicas". Funcionam como um grande sistema produtivo, onde cada função, cada profissional, cumpre mais do que uma série de tarefas: ele é um contribuinte para que toda a "empresa" funcione bem. Nesses países, as características mais marcantes são: a alta qualidade dos serviços públicos, baixa disparidade salarial entre as mais diversas profissões, alto investimento na formação de profissionais, alto grau de eficiência e controle orçamentário por parte do governo, baixos impostos, altas taxas de produtividade das empresas e profissionais, entre outras tantas incríveis características.
Exemplos: Suécia, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Holanda, Reino Unido, Austria, Bélgica, são as mais marcantes...
Certo... E dai?
Tornar-se uma "Nação Sistêmica" pode e DEVE ser o objetivo do Brasil para o futuro. Chega de ser emergente! Já estamos com a cabeça do lado de fora da água há muito tempo gente! O mundo INTEIRO já está nos vendo... Precisamos chegar em outro patamar social, econômico e político!
Ser uma "Nação Sistêmica" é a nossa "Via de Fato" para o futuro. O nosso norteador.
Mas, para que isso aconteça, é preciso que toda a sociedade esteja mobilizada DA MANEIRA CORRETA. Precisamos ter mais do que apenas a vontade de mudar. É preciso que o povo tenha algumas coisas que, historicamente, foram negadas as massas no Brasil. A mais primordial delas, o início de tudo, é a EDUCAÇÃO. A forma de pensar das pessoas precisa deixar de ser aceitadora do que é imposto como verdade. As pessoas precisam "pensar fora da caixa". E precisam ter autonomia para pensar, sem se preocupar em pensar diferente. Yes, we can! Podemos SIM pensar diferente, e questionar aqueles que tomam as decisões dos rumos do Brasil (e aqui não falo só dos políticos, e sim dos grandes empresários, investidores e especuladores financeiros que aqui depositam suas fortunas).
Nossa sociedade historicamente teve o senso crítico NEGADO pela educação opressora dada por aqueles que detêm o poder. Nossa sociedade, historicamente, nunca teve de fato o poder de decicir. Embora votasse, votava e AINDA VOTA segundo ideologias plantadas na sua cabeça, nunca questionadas, apenas escolhidas... "ou este aqui ou aquele ali". Nunca vimos: "Por que essa proposta? Não, não concordo!"
Mas o povo está despertando desse sonífero crime. Está aprendendo a se mobilizar, de forma sistemática, para cobrar a fatura. Está soltando as amarras que o prende ao comodismo, e isso é muito bom. Ainda podemos ver as ideologias deste país dançarem uma canção muito louca, desesperados para se afirmar e não perder " a boquinha". Isso é muito bom! Ao mesmo tempo, é perigoso, porque o senso crítico do povo ainda é muito frágil e se sustenta por argumentos fracos, que podem ser iludidos.
A nossa geração de políticos não é a pior da história. Mas é uma das piores DO MUNDO. Dá ânsia de vômito assistir a algumas sessões da Câmara e do Senado Federal e ver como é evidente que não estão lutando por nossos interesses. O povo tem fome, medo de perder o emprego, precisa de educação BÁSICA de qualidade, para serem profissionais bem formados e mais produtivos. Mas... Se isso tudo sendo atendido pode beneficiar o país, por que não atender?
Simples... O status quo, ou seja, as coisas como estão agora, atende aos interesses DELES. Dos políticos, de algumas grandes corporações de mídia, de grandes empresários e investidores. O problema é que ESTE status quo está trilhando um novo caminho de desigualdades e desserviços ao povo brasileiro.
O interesse maior deve ser que TODOS possam ter a oportunidade de tornar-se profissionais, de produzir e de usufruir dos ganhos que toda a sociedade teve, porque participou da construção desse ganho. De forma IGUAL, e não desproporcional. Será melhor para TODOS, e não somente de uma parte (pequena) do sistema social.
As vias de fato passam pela igualdade, pela honestidade e pela visão de futuro. E, primordialmente, pela união do povo em torno de uma proposta que caminhe lado a lado com as suas necessidades.
Abraços,
Anderson Melo.
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